Plataforma de discussão sobre o futuro das cidades

Plataforma de discussão
sobre o futuro das cidades

Casa Paulista

Em 2012, o governo do Estado de São Paulo lançou, com apoio da prefeitura, um projeto de parceria público-privada (PPP) para habitação de interesse social no centro de São Paulo. O programa Casa Paulista prevê a revitalização do centro da cidade com a construção de 20 mil unidades habitacionais, ao custo de R$ 4,6 bilhões, em seis setores do centro de São Paulo: República/Bela Vista, Liberdade/Brás, Indústrias Cambuci/Mooca, Ferrovia Setor Oeste/Barra Funda, Ferrovia Setor Leste e Indústrias Belém. 

 

O modelo da PPP desenvolvido pelo Estado contou com estratégias urbanas apresentadas pelo Instituto Urbem, pela Odebrecht e pelo grupo MPE, vencedores da primeira fase do edital. A proposta teve como foco a formação de espaços de uso misto, que combinam moradia, comércio e serviços; a promoção de empreendimentos de diversas faixas de renda para favorecer a diversidade social da região; e o uso mais racional de terrenos ociosos próximos a estações de trem e metrô para facilitar a mobilidade urbana. Um dos pilares da proposta era evitar a proliferação de condomínios fechados e reforçar a integração urbanística dos edifícios com o entorno. 

 

O modelo econômico-financeiro concebido pelo Urbem buscou tornar a construção de moradia social atrativa na área central, por meio da otimização dos subsídios governamentais para a habitação social e de contraprestações para que as taxas internas de retorno potencial dos empreendimentos fossem suficientes para estimular o interesse privado no programa. 

 

Em 2013, o Arq.Futuro organizou, em parceria com o Insper, um fórum sobre o programa Casa Paulista. O evento contou com a presença do governador Geraldo Alckmin, do prefeito Fernando Haddad, de secretários estaduais e municipais de habitação e de desenvolvimento urbano, além de representantes do grupo vencedor da primeira fase, entre eles Philip Yang, fundador do Urbem e membro do conselho executivo do Arq.Futuro. O debate teve ampla repercussão da imprensa nacional e ajudou a colocar em pauta a questão urbanística do centro da cidade, discutindo diferentes abordagens para recuperação social e econômica da região. 

 

O primeiro contrato de construção foi assinado em março de 2015, para a execução de um empreendimento na região da Barra Funda. O contrato prevê a construção de 2.260 unidades de habitação social para famílias com até seis salários, e outras 1.423 residências para o mercado para famílias entre seis e dez salários.